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A Guerra do Contestado

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Por: Eduardo Borsato

DONA ANTONIA - De todos os chefes jagunços, Adeodato Manoel Ramos foi o mais cruel. Ele matava quem desobedecia, matava a viúva que chorava a morte do marido, matava a criança que pedia comida. Durante o cerco de Santa Maria, fuzilava dez pessoas por dia, só pra reduzir o consumo de alimentos. Um dia, uma menininha de uns cinco anos se aproximou de Adeodato e lhe pediu um pedaço de carne. Ele negou, mas, vendo a criança chorar, deu-lhe um pedacinho, dizendo: “Não conta pra ninguém”. Mas a menina voltou com uma companheira, também pedindo comida. Adeodato sorriu para as duas e pediu que elas ficassem juntas, uma de costas para a outra, ‘ pra ver quem era a mais alta’. Depois, com um tiro só, matou as duas. No ano seguinte, em 1916, Adeodato foi preso, entregue à polícia e condenado. Ao deixar a sala do júri, saiu alegre e jogando o chapéu para o alto: “Só peguei trinta anos de cadeia! Eu vou cantar!”.

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Tema: Ficção, Literatura Nacional, Teatro Palavras-chave: borsato, contestado, do, eduardo, ficção, guerra, história, nacional, à

Características

Número de páginas: 121
Edição: 1(2012)
Formato: A5 148x210
Coloração: Preto e branco
Acabamento: Brochura c/ orelha
Tipo de papel: Couche 90g

Livros com menos de 70 páginas são grampeados; livros com 70 ou mais páginas tem lombada quadrada; livros com 80 ou mais páginas tem texto na lombada.



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