O texto original deste trabalho data do ano de 1996. Foi praticamente todo escrito sem interrupção, sob o impacto da notícia da morte do “Dedé”, um dos meninos que frequentaram minha casa. O que foi escrito ficou guardado para ser aprofundado e divulgado em momento posterior. Seria minha homenagem para alguns seres humanos que nasceram e morreram sem ter direito a absolutamente nada; como se a vida deles não tivesse existido.
A busca pela minha sobrevivência fez com que não me sobrasse tempo para retomar o que foi começado. Resolvi agora terminar o trabalho iniciado. E deu no que está aí.
O texto relata parte da história desses meninos e meninas. Além disso, descreve situações reais, vividas pelo autor ou contadas a ele. Todas elas situações dramáticas que muitas crianças passam no seu dia-a-dia, buscando saídas para a continuarem vivos.
Livros com menos de 70 páginas são grampeados; livros com 70 ou mais páginas tem lombada quadrada; livros com 80 ou mais páginas tem texto na lombada.
|
25/05, 01:18 h
Francisco |
Convivemos com o descaso, a miséria, a dor, a covardia e a injustiça social que se abate sobre milhões de crianças com destinos já traçados, com passaporte existencial carimbado para um futuro sombrio, uma viagem a um porvir nefasto. O relato das experiências é sensibilizadora; um de alerta que clama por consciência. Dedé, Deíte, Luiz Antônio eram desprotegidos, sentenciados por um sistema injusto, infame e cruel. O autor sai de si e coloca-se no lugar do outro; refletindo em si o sofrimento alheio. |
Deixe seu comentário: