Go_to_top Bar
Seu carrinho está
vazio
Olá

Clube de Autores é a maior comunidade de autopublicação da América Latina. Inicie agora!

Livro 1789

LIBERDADE, IGUALDADE, FRATERNIDADE OU A MORTE

Por: ADEILSON NOGUEIRA Denunciar

Ajaxloader
por
R$ 41,16
por
R$ 22,60

Sinopse

É um erro comum das pessoas que são chamadas sábias e práticas em tempos comuns, a julgar por certas regras os homens cujo objetivo é mudar ou destruir essas regras. Quando chega a hora em que a paixão leva a orientação dos negócios, as crenças dos homens da experiência são menos dignas de consideração do que os esquemas que envolvem a imaginação dos sonhadores.

O povo francês fez, em 1789, o maior esforço jamais tentado por qualquer nação para cortar, por assim dizer, seu destino pela metade e separar, por um abismo, o que antes fora do que procuravam tornar-se daqui em diante. Para esse propósito, eles tomaram todo tipo de precaução para não levar nada do passado com eles para sua nova condição; submetiam-se a todas as espécies de constrangimento, a fim de moldarem-se a si mesmos, ao contrário de seus pais; eles não negligenciaram nada que pudesse apagar sua identidade.

Em países nos quais o governo administrativo já é poderoso, há poucas opiniões, desejos ou tristezas - há poucos interesses ou paixões - que não são mais cedo ou mais tarde despojados antes disso. Nos arquivos de tal governo, não apenas uma noção exata de seu procedimento pode ser adquirida, mas todo o país é exibido. No século XVIII, a administração do país era altamente centralizada, muito poderosa, prodigiosamente ativa. Ajudava incessantemente, impedindo, permitindo. Tinha muito a prometer - muito para dar. Sua influência já era sentida de mil maneiras, não apenas na condução geral dos negócios, mas na condição das famílias e da vida privada de cada indivíduo. Além disso, como esta administração era sem publicidade, os homens não tinham medo de desnudar diante de seus olhos até mesmo suas enfermidades mais secretas. Ali todo homem falava sua mente e revelava seus pensamentos mais íntimos.

A Revolução Francesa teve duas fases totalmente distintas: a primeira, durante a qual os franceses pareciam ansiosos por abolir tudo no passado; e a segunda, quando procuravam retomar uma parte do que haviam renunciado. Muitas das leis e práticas políticas da antiga monarquia desapareceram repentinamente em 1789, mas voltaram a ocorrer alguns anos depois, à medida que alguns rios se perdem na terra para irromper novamente mais abaixo, e levar as mesmas águas para outras margens.

A Revolução, que estava em preparação ao mesmo tempo sobre quase todo o continente europeu, estourou na França mais cedo do que em outros lugares; porque surgiu espontaneamente da sociedade que estava prestes a destruir; e, finalmente, como a velha monarquia francesa, caiu tão completamente e tão abruptamente.

Na primeira época de 1789 o amor à igualdade e à liberdade compartilhava os corações - quando eles procuravam fundar não apenas as instituições da democracia, mas as instituições da liberdade - não apenas para destruir privilégios, mas reconhecer e sancionar direitos; um tempo de juventude, de entusiasmo, de orgulho, de paixão generosa e sincera, que, apesar de seus erros, viverá para sempre na memória dos homens, e que ainda continuará por muito tempo a perturbar o sono daqueles que procuram corrompê-los ou escravizá-los.

Assim, rapidamente seguindo o rastro dessa mesma Revolução, tentaremos mostrar por que eventos, por que faltas, por quais abortos, esse mesmo povo francês foi finalmente levado a abrir mão de seu primeiro objetivo e, esquecido da liberdade, aspirar apenas tornarem-se os servos iguais aos senhores do mundo, como um governo, mais forte e muito mais absoluto do que aquele que a Revolução havia derrubado, compreendendo e concentrando todos os poderes da nação, suprimindo as liberdades que haviam sido tão profundamente compradas, colocando em seu poder a falsificação da liberdade - chamando a “soberania do povo”, os sufrágios dos eleitores que não podem se informar, nem concertar suas operações, nem, de fato, escolher - chamando “voto de impostos” o assentimento de assembleias mudas e escravizadas; e, ao mesmo tempo, roubando a nação do direito de autogoverno, dos grandes títulos da lei, da liberdade de pensamento, de expressão e da pena - isto é, de todas as conquistas mais preciosas e mais nobres de 1789.

O destino dos homens é muito mais obscuro que o das nações.

Somente a liberdade, pelo contrário, pode efetivamente neutralizar em comunidades desse tipo os vícios que lhes são naturais, e restringi-los à declividade ao longo da qual planam. Só a liberdade pode retirar os membros de tal comunidade do isolamento em que a própria independência de sua condição os coloca, obrigando-os a agir juntos. Só a liberdade pode aquecê-los e uni-los dia a dia, pela necessidade de mútuo acordo, de mútua persuasão e mútua complacência na transação de seus assuntos comuns. Somente a liberdade pode afastá-los do culto do dinheiro e das mesquinhas disputas dos seus interesses particulares, para lembrá-los e fazê-los sentir que têm um país acima deles e sobre eles. Só a liberdade às vezes substitui o amor pelo conforto por paixões mais enérgicas e mais exaltadas; pode suprir a ambição com objetos maiores do que a aquisição de riquezas; pode criar a luz que nos permite ver e julgar os vícios e as virtudes da humanidade.

A Revolução seguiu seu curso. Por graus, a cabeça do monstro tornou-se visível, seu aspecto estranho e terrível foi revelado. Depois de destruir as instituições políticas, também aboliu as instituições civis; depois de mudar as leis, mudou as maneiras, os costumes e até a língua da França; depois de derrubar o tecido do governo, abalou as fundações da sociedade e se levantou contra o próprio Todo-Poderoso. A revolução logo transbordou as fronteiras da França com uma veemência até então desconhecida, com novas táticas, com doutrinas sanguinárias, com opiniões armadas com uma força inconcebível que derrubou as barreiras dos impérios, despedaçou as coroas da Europa.

Categorias: França, Europa, Antigo, Não Ficção, Geografia E Historia, Educação
Palavras-chave: francesa, histÓria, revoluÇÃo

Características

Cover_front_perspective
Número de páginas: 51

Edição: 1(2019)

Formato: A4 (210x297)

Tipo de papel: Offset 75g

Reconhecimento

Sobre o autor

Mini
ADEILSON NOGUEIRA

ADEILSON SANTANA NOGUEIRA — Nascido em Estância-SE, em 30/06/1969, filho de Francisco de Carvalho Nogueira (I.M.) e de Maria Aldeiza Santana Nogueira, desde cedo apresentou interesse pela literatura e pela poesia, tanto é assim que, aos 11 já escrevia os primeiros poemas, com premiação em concurso de poesia no Colégio Costa e Silva, em Aracaju, cuja temática era a discriminação racial, também obtendo premiações na cidade de Lagarto, no Colégio Polivalente. Aos 10 anos, recebeu das mãos do Prefeito Heráclito Rollemberg, em Aracaju, o Certificado que lhe concedia o título de secretário mirim da educação. Em 1987 teve poemas publicados em dois livros no Rio de Janeiro: Brasil Literário (Crisalis Editora) e Poesia Brasileira (Shogun Editora e Arte), além de diversos escritos para o Jornal de Campos, Styllo, Primo Notícias, em Tobias Barreto, Folha da Jhô, em Lagarto, e Jornal da Manhã e Jornal da Cidade, em Aracaju. Jornalista e escritor, é autor de diversos livros, a exemplo da “Cartas de Amor”, “Um Poema para Você”, “Versos Dispersos e Prosa Esparsa”, “Exemplos que Edificam”, Rádio Novela “Gavião Rasteira e o Zoológico do Inferno”, “Lições que não Esqueci”, “Anos de Roubalheira”, “O Encontro”, “Épicos”, “Política”, “Mandacaru, A Origem” e “Julio Cesar”, “Pascal”, “Nogueira” “Cartas de Tobias”. Em 1987, a convite, fez um programa direcionado à cultura na Rádio Progresso de Lagarto, fato que o estimulou a fazer o curso de radialista na cidade de Itabuna-BA, tendo passado pela Rádio Progresso, Rádio Clube de Itapicuru, Rádio Luandê FM e Rádio Imperatriz (atual Ilha AM). Em 1999, ocupava o cargo de assessor de Comunicação na Prefeitura de Tobias Barreto, onde coordenou o Jornal Cidadania pra valer, de publicação mensal, na gestão do então prefeito Diógenes Almeida, fazendo parte, também, do colegiado das Políticas Educacionais. Professor desde 1988, prestou serviços à educação nos Colégios Monsenhor Basilíscio Raposo, Colégio Nsª Srª Menina, Ranchinho Feliz, Educandário Nsª Srª do Carmo, Colégio Cenecista Arnaldo Dantas, na Barra dos Coqueiros, além do SENAC e do CENAPE – curso pré-vestibular. Sempre que possível, levou oficiais da polícia militar à sala de aula para darem palestras contra o uso de entorpecentes. Em 1992, viajou para o Japão, onde trabalhou na Mitsubishi Motors Corporation, sediada na cidade de Nagoya, retornando em 1994. Primeiro representante da Anistia internacional em Sergipe, foi graças ao seu esforço decisivo junto ao Ministério da Justiça do Governo Peruano, sob a ditadura Fujimori, que a Anistia conseguiu a liberdade para um outro professor, injustamente encarcerado por comentar questões políticas em sala de aula. No Brasil e no Japão comandou greves, neste último, conheceu de perto a perseguição promovida pelos sindicatos patronais ao proletariado.

De 2005 a 2012, ocupou o cargo de Assessor Jurídico na Prefeitura Municipal de Tobias Barreto, de onde presidiu a comissão responsável pelo 2º Concurso Público na gestão da então prefeita Marly Barreto, além de colaborar na Lei que criou o Plano Diretor, entre tantas outras. Membro da Academia Tobiense de Letras e Artes – ATLAS, da qual é o atual presidente (biênio 2015-2017).

Numismata desde os seis anos de idade, suas 10 palestras sobre coleção de moedas antigas, registradas em DVD’s, viajaram pelos quatro cantos do País, para os Estados Unidos e Europa, tendo seu nome sempre lembrado nos encontros de colecionadores por todo o País.


Mais publicações desse autor

QUETZALCOATL

QUETZALCOATL

ADEILSON NOGUEIRA
R$ 40,28 Impresso
R$ 22,60 Ebook
KHUSRU II

KHUSRU II

ADEILSON NOGUEIRA
R$ 40,28 Impresso
R$ 22,60 Ebook
DITADURA

DITADURA

ADEILSON NOGUEIRA
R$ 40,28 Impresso
R$ 22,60 Ebook
NUMISMÁTICA INGLESA

NUMISMÁTICA INGLESA

ADEILSON NOGUEIRA
R$ 41,00 Impresso
R$ 22,60 Ebook
NUMISMÁTICA PORTUGUESA

NUMISMÁTICA PORTUGUESA

ADEILSON NOGUEIRA
R$ 40,44 Impresso
R$ 22,60 Ebook
O DESPERTAR DA FILOSOFIA

O DESPERTAR DA FILOSOFIA

ADEILSON NOGUEIRA
R$ 40,28 Impresso
R$ 22,60 Ebook
DESCOBRIMENTO DO BRASIL

DESCOBRIMENTO DO BRASIL

ADEILSON NOGUEIRA
R$ 40,28 Impresso
R$ 22,60 Ebook
ESCRAVIDÃO DOMÉSTICA

ESCRAVIDÃO DOMÉSTICA

ADEILSON NOGUEIRA
R$ 40,28 Impresso
R$ 22,60 Ebook
ASPECTOS DA MORTE

ASPECTOS DA MORTE

ADEILSON NOGUEIRA
R$ 40,28 Impresso
R$ 22,60 Ebook
ANTONIO MUNIZ

ANTONIO MUNIZ

ADEILSON NOGUEIRA
R$ 40,28 Impresso
R$ 22,60 Ebook
VICTORINUS

VICTORINUS

ADEILSON NOGUEIRA
R$ 43,40 Impresso
R$ 22,60 Ebook
ARTE POÉTICA

ARTE POÉTICA

ADEILSON NOGUEIRA
R$ 40,28 Impresso
R$ 22,60 Ebook

Comentários - 0 comentário(s)


Fale com o autor

*Seu nome

*Seu email

*Mensagem


Como funciona

Passo 1

Você publica seu livro online, gratuitamente.

Passo 2

Você diz quanto quer receber de direitos autorais.

Passo 3

Nós vendemos e você recebe o dinheiro por depósito direto na sua conta.

Serviços profissionais

Conheça nossos serviços

São vários serviços para auxiliá-lo em sua obra:

Depoimentos

"O Clube me deu liberdade para fazer uma literatura a meu gosto - e não à tendência do Mercado - além de me garantir a possibilidade de ser um escritor digno."

Hiago Rodrigues Reis de Queirós

Formas de Pagamento (até 12x)

Segurança

Print


Clube de Autores Publicações S/A   CNPJ: 16.779.786/0001-27

Rua Otto Boehm, 48 Sala 08, América - Joinville/SC, CEP 89201-700