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Livro BELCHIOR DIAS MORÉIA

A SAGA DE UM SERTANISTA

Por: ADEILSON NOGUEIRA Denunciar

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Sinopse

Toda história tem um início e a do município de Tobias Barreto, no pequenino Estado de Sergipe, não poderia ser diferente. Foi nestas plagas que Belchior decidiu edificar moradia aos pés da Serra do Canini, na Fazenda Jabibiry, e descansar de tantas aventuras, onde morreu no ano de 1622, com mais de oitenta anos.

Conhecido em Portugal, na Espanha e em todos os cantos do Brasil, tornou-se referência necessária nos mais respeitados livros da história colonial brasileira. Sem a coragem de homens como Belchior Dias Moréia, o nosso país não teria as dimensões continentais que possui hoje, não seria um gigante, e boa parte dele estaria nas mãos de outros povos.

Affonso d’Escragnolle Taunay assim se refere a Belchior Dias Moreia no vol. I da “História Geral das Bandeiras”: “No Ciclo Sergipano, aliás muito restrito, há a notar a longa expedição de Belchior Dias Moréia, neto de Caramuru e, segundo Jaboatão, primo de Gabriel Soares de Sousa. Era um rico criador de gado do Rio Real, e foi sob a instigação de companheiros de Gabriel que se internou para Oeste, em busca de terras minerais. Oito anos esteve no sertão, a ponto de supor a família houvesse falecido.”

Belchior Dias Moréia tinha boa experiência como sertanista, pois participara, de 1587 a 1590, da expedição de Cristóvão de Barros para a conquista de Sergipe. Era este último filho de Antonio Cardoso de Barros, Provedor-Mor da Fazenda do Estado do Brasil, ao tempo do 1.° Governador-Geral Tomé de Souza, e donatário, que jamais se empossara da Capitania do Ceará. Quando do naufrágio do Bispo D. Pero Fernandes Sardinha que os índios imolaram e devoraram, ia em sua companhia e sofreu o mesmo martírio. Cristóvão de Barros, na conquista de Sergipe, vingou no sangue da indiada bárbara a morte de seu pai.

Os companheiros de aventura de seu primo, Gabriel Soares de Sousa, que morrera nas cabeceiras do Rio Paraguaçu sem terminar a grande exploração sertaneja que desejava e iniciara, procuraram-no e induziram-no a aventurar-se à sua frente pelos sertões desconhecidos. De 1595 a 1596, atendendo a esse pedido, Belchior Dias Moréia preparou sua entrada ou bandeira. Quando tudo estava pronto, partiu à sua frente e, durante 8 anos, palmilhou as regiões do Rio São Francisco.

O resumo dessa extraordinária viagem, cheia de episódios interessantes e mesmo impressionantes, se encontra numa carta dirigida pelo Coronel Pedro Barbosa Leal ao Conde de Sabugosa.

A bandeira de Belchior Dias Moréia, conforme diz esse documento, deixou o Rio Real, no território de Sergipe del-Rei, como então se dizia, rumo ao Rio Itapicuru, desviando-se um pouco para proceder à exploração do chamado sertão de Maçacará através da serra denominada de Bendutaiu e da de Piquaraçá, depois crismada em Monte Santo.

Passou pela Itiúba e pela Serra da Jacobina, embrenhando-se em seguida para oeste pelo Rio Salitre até alcançar as Serras Branca e do Açuruá. Percorreu as cabeceiras dos vales dos Rios Verde-de-Baixo e Parnamirim até Macaúbas. Explorou toda a parte oriental da chapada de Diamantina, descobriu ametistas no Coraçá e no Oriquiri, e voltou marginando o São Francisco a Itabaiana, de onde afinal regressou ao Rio Real, seu ponto de partida. É um périplo na verdade formidável.

Depois desses 8 anos de peregrinação sertaneja, Belchior Dias Moréia partiu para Madrid. Nessa época, o Brasil caíra com Portugal sob o domínio espanhol, devido à morte, sem herdeiro direto, do Cardeal-Rei D. Henrique, tio e sucessor de D. Sebastião, o Desejado, morto na África, na batalha de Alcácer-Quibir contra o Sultão de Marrocos. Durante 4 anos, o grande bandeirante sergipano pleiteou junto à Corte madrilenha as mercês que pretendia em troca do segredo das riquíssimas minas de prata que afirmava ter descoberto e acabaram se tornando na verdade lendárias. Nada obteve, mas também nada revelou, nem mesmo àqueles oficiais do Rei, que, posteriormente, o acompanharam numa batida aos sertões e aos quais logrou enganar.

A grande expedição sertaneja de Belchior Dias Moréia despertou a emulação de outros bandeirantes que se lançaram durante o Século XVII e o começo do Século XVIII em aventurosas buscas de tentadoras riquezas minerais pelo interior do Brasil.

As façanhas praticadas por Belchior Dias Moréia foram lendariamente atribuídas, depois, ao seu filho natural de nome Robério Dias, originando-se dessa confusão entre os dois personagens a falsa história do segredo das Minas de Prata, que inspirou a José de Alencar um romance com esse título. Também o escritor Pedro Calmon publicou uma novela sobre o mesmo assunto intitulada “O Tesouro de Belchior”.

Constante foi a procura sertões adentro dessas famosas minas. Para achá-las, muitos consumiram seus bens e suas energias. No entanto, jamais foram encontradas. A opinião mais comum hoje em dia é a de que não passam dum mito com origem num equívoco qualquer de Belchior Dias Moréia.

Categorias: Histórico, Aventureiros E Exploradores, Antigo, Não Ficção, Geografia E Historia, Biografia
Palavras-chave: aventura, brasil, colÔnia, histÓria, sergipe, sertanista

Características

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Número de páginas: 63

Edição: 1(2018)

Formato: A4 (210x297)

Tipo de papel: Offset 75g

Sobre o autor

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ADEILSON NOGUEIRA

ADEILSON SANTANA NOGUEIRA — Nascido em Estância-SE, em 30/06/1969, filho de Francisco de Carvalho Nogueira (I.M.) e de Maria Aldeiza Santana Nogueira, desde cedo apresentou interesse pela literatura e pela poesia, tanto é assim que, aos 11 já escrevia os primeiros poemas, com premiação em concurso de poesia no Colégio Costa e Silva, em Aracaju, cuja temática era a discriminação racial, também obtendo premiações na cidade de Lagarto, no Colégio Polivalente. Aos 10 anos, recebeu das mãos do Prefeito Heráclito Rollemberg, em Aracaju, o Certificado que lhe concedia o título de secretário mirim da educação. Em 1987 teve poemas publicados em dois livros no Rio de Janeiro: Brasil Literário (Crisalis Editora) e Poesia Brasileira (Shogun Editora e Arte), além de diversos escritos para o Jornal de Campos, Styllo, Primo Notícias, em Tobias Barreto, Folha da Jhô, em Lagarto, e Jornal da Manhã e Jornal da Cidade, em Aracaju. Jornalista e escritor, é autor de diversos livros, a exemplo da “Cartas de Amor”, “Um Poema para Você”, “Versos Dispersos e Prosa Esparsa”, “Exemplos que Edificam”, Rádio Novela “Gavião Rasteira e o Zoológico do Inferno”, “Lições que não Esqueci”, “Anos de Roubalheira”, “O Encontro”, “Épicos”, “Política”, “Mandacaru, A Origem” e “Julio Cesar”, “Pascal”, “Nogueira” “Cartas de Tobias”. Em 1987, a convite, fez um programa direcionado à cultura na Rádio Progresso de Lagarto, fato que o estimulou a fazer o curso de radialista na cidade de Itabuna-BA, tendo passado pela Rádio Progresso, Rádio Clube de Itapicuru, Rádio Luandê FM e Rádio Imperatriz (atual Ilha AM). Em 1999, ocupava o cargo de assessor de Comunicação na Prefeitura de Tobias Barreto, onde coordenou o Jornal Cidadania pra valer, de publicação mensal, na gestão do então prefeito Diógenes Almeida, fazendo parte, também, do colegiado das Políticas Educacionais. Professor desde 1988, prestou serviços à educação nos Colégios Monsenhor Basilíscio Raposo, Colégio Nsª Srª Menina, Ranchinho Feliz, Educandário Nsª Srª do Carmo, Colégio Cenecista Arnaldo Dantas, na Barra dos Coqueiros, além do SENAC e do CENAPE – curso pré-vestibular. Sempre que possível, levou oficiais da polícia militar à sala de aula para darem palestras contra o uso de entorpecentes. Em 1992, viajou para o Japão, onde trabalhou na Mitsubishi Motors Corporation, sediada na cidade de Nagoya, retornando em 1994. Primeiro representante da Anistia internacional em Sergipe, foi graças ao seu esforço decisivo junto ao Ministério da Justiça do Governo Peruano, sob a ditadura Fujimori, que a Anistia conseguiu a liberdade para um outro professor, injustamente encarcerado por comentar questões políticas em sala de aula. No Brasil e no Japão comandou greves, neste último, conheceu de perto a perseguição promovida pelos sindicatos patronais ao proletariado.

De 2005 a 2012, ocupou o cargo de Assessor Jurídico na Prefeitura Municipal de Tobias Barreto, de onde presidiu a comissão responsável pelo 2º Concurso Público na gestão da então prefeita Marly Barreto, além de colaborar na Lei que criou o Plano Diretor, entre tantas outras. Membro da Academia Tobiense de Letras e Artes – ATLAS, da qual é o atual presidente (biênio 2015-2017).

Numismata desde os seis anos de idade, suas 10 palestras sobre coleção de moedas antigas, registradas em DVD’s, viajaram pelos quatro cantos do País, para os Estados Unidos e Europa, tendo seu nome sempre lembrado nos encontros de colecionadores por todo o País.


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