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Livro O POÇO DOS MARTÍRIOS

Por: ADEILSON NOGUEIRA Denunciar

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Sinopse

A religião Asteca na véspera da conquista era um mosaico vibrante de divindades entrelaçadas e práticas, ainda de todo o panteão apenas um deus nativo é bem conhecido do mundo: Quetzalcoatl.

A chegada de Cortez ao novo mundo foi saudada como o retorno de Quetzalcoatl.

Desde então Quetzalcoatl tem sido descrito como um Viking, um explorador chinês, um extraterrestre, Moisés e Jesus Cristo.

Muitos mórmons assumem que as lendas de Quetzalcoatl eram reminiscências simplesmente distorcidas da visita de Cristo ao Novo Mundo como detalhado no Livro de Mórmon.

A identificação de Quetzalcoatl com Cristo ou qualquer outra figura não indígena depende de uma série de características que aparecem em fontes nativas. Diz-se que Quetzalcoatl foi um legislador benevolente que forneceu a base moral para a sociedade; ele era um homem branco e barbado, usando um longo manto branco, e saiu com a promessa de voltar e governar novamente. Embora todas essas características tenham raízes na lenda nativa, cada uma delas foi alterada pelas pressões da Conquista. Os aspectos mais impressionantes desses traços - aqueles que sugerem que as lendas se referiam a uma aparição de Cristo - são todas elaborações espanholas sobre lendas nativas. Os contos originais, até onde podemos reconstruí-los, não apoiam a identificação de Quetzalcoatl com nenhum visitante estrangeiro.

O melhor exemplo desse processo em ação vem da comparação de três textos relativos a Quetzalcoatl. O Códice Florentino é uma coleção importante de informações culturais obtidas diretamente de informantes nativos. Compilado sob a direção de Frei Bernardino de Sahagun, ele contém esta descrição indígena de Quetzalcoatl: "Dizem que ele estava deitado; ele estava coberto; e ele estava deitado apenas com o rosto coberto. E, dizem, ele era monstruoso. Seu rosto era como uma enorme pedra batida, uma grande rocha caída; não era feita como a dos homens, e sua barba era comprida. " (Códice florentino, 3:13)

A segunda passagem é a própria versão em espanhol de Sahagun: "E ele estava sempre deitado e coberto com cobertores, e seu rosto era muito feio, com a cabeça grande e barbada" (História Geral das Mulheres da Nova Espanha, p. 196). A primeira distorção do original é muito sutil, pois vem do contexto e não do texto. O relato nativo da aparição de Quetzalcoatl vem em uma passagem sobre o rei-sacerdote de Tula, mas o relato de Sahagun segue uma descrição do templo de Quetzalcoatl em Tenochtitlan. Este sugere que a passagem de Sahagun descreve o ídolo e não a pessoa.

A segunda ligeira mudança ocorre quando Quetzalcoatl é descrito como feio em vez de monstruoso. Feio é um julgamento de valor estético; monstruoso é uma descrição essencial de sua natureza não humana. O texto nativo afirma explicitamente que seu rosto não era como o dos homens. As características monstruosas de Quetzalcoatl eram importantes sinais para a mente nativa que o classificavam como extra humano, um semideus; mas o relato de Sahagun falha em transmitir esta mensagem.

Este texto foi comprometido por Juan de Torquemada. Ele é relativamente fiel à conta espanhola, mas ele inclui uma outra interpretação que não existe em Sahagun:

A imagem de [Quetzalcoatl] tinha um rosto muito feio, uma cabeça grande e muito barbada: ele estava deitado e não de pé, coberto de cobertores, e diz-se que eles o fizeram na memória que em outro tempo ele deveria voltar a governar, e em reverência à sua grande majestade, eles devem manter sua figura coberta e deitada, o que deve significar sua ausência, como alguém que dorme, que se deita para dormir, e ao acordar daquele sonho de ausência, se levantará, governará. (Monarquia Indígena, 2:52)

Assim, uma única peça de informação nativa sobre Quetzalcoatl foi sucessivamente moldada até que a divindade nativa apareceu apenas como uma sombra atrás de uma definição mais cristã. O processo cristianizante evidente na progressão dessas passagens não foi por acaso. Influências muito sutis estavam em ação, o que predispôs certos estudiosos a ver influências bíblicas nos costumes dos nativos.

Categorias: Holocausto, Antigo, América Latina, Geografia E Historia, Educação
Palavras-chave: amÉrica, histÓria, latina

Características

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Número de páginas: 59

Edição: 1(2019)

Formato: A4 (210x297)

Tipo de papel: Offset 75g

Reconhecimento

Sobre o autor

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ADEILSON NOGUEIRA

ADEILSON SANTANA NOGUEIRA — Nascido em Estância-SE, em 30/06/1969, filho de Francisco de Carvalho Nogueira (I.M.) e de Maria Aldeiza Santana Nogueira, desde cedo apresentou interesse pela literatura e pela poesia, tanto é assim que, aos 11 já escrevia os primeiros poemas, com premiação em concurso de poesia no Colégio Costa e Silva, em Aracaju, cuja temática era a discriminação racial, também obtendo premiações na cidade de Lagarto, no Colégio Polivalente. Aos 10 anos, recebeu das mãos do Prefeito Heráclito Rollemberg, em Aracaju, o Certificado que lhe concedia o título de secretário mirim da educação. Em 1987 teve poemas publicados em dois livros no Rio de Janeiro: Brasil Literário (Crisalis Editora) e Poesia Brasileira (Shogun Editora e Arte), além de diversos escritos para o Jornal de Campos, Styllo, Primo Notícias, em Tobias Barreto, Folha da Jhô, em Lagarto, e Jornal da Manhã e Jornal da Cidade, em Aracaju. Jornalista e escritor, é autor de diversos livros, a exemplo da “Cartas de Amor”, “Um Poema para Você”, “Versos Dispersos e Prosa Esparsa”, “Exemplos que Edificam”, Rádio Novela “Gavião Rasteira e o Zoológico do Inferno”, “Lições que não Esqueci”, “Anos de Roubalheira”, “O Encontro”, “Épicos”, “Política”, “Mandacaru, A Origem” e “Julio Cesar”, “Pascal”, “Nogueira” “Cartas de Tobias”. Em 1987, a convite, fez um programa direcionado à cultura na Rádio Progresso de Lagarto, fato que o estimulou a fazer o curso de radialista na cidade de Itabuna-BA, tendo passado pela Rádio Progresso, Rádio Clube de Itapicuru, Rádio Luandê FM e Rádio Imperatriz (atual Ilha AM). Em 1999, ocupava o cargo de assessor de Comunicação na Prefeitura de Tobias Barreto, onde coordenou o Jornal Cidadania pra valer, de publicação mensal, na gestão do então prefeito Diógenes Almeida, fazendo parte, também, do colegiado das Políticas Educacionais. Professor desde 1988, prestou serviços à educação nos Colégios Monsenhor Basilíscio Raposo, Colégio Nsª Srª Menina, Ranchinho Feliz, Educandário Nsª Srª do Carmo, Colégio Cenecista Arnaldo Dantas, na Barra dos Coqueiros, além do SENAC e do CENAPE – curso pré-vestibular. Sempre que possível, levou oficiais da polícia militar à sala de aula para darem palestras contra o uso de entorpecentes. Em 1992, viajou para o Japão, onde trabalhou na Mitsubishi Motors Corporation, sediada na cidade de Nagoya, retornando em 1994. Primeiro representante da Anistia internacional em Sergipe, foi graças ao seu esforço decisivo junto ao Ministério da Justiça do Governo Peruano, sob a ditadura Fujimori, que a Anistia conseguiu a liberdade para um outro professor, injustamente encarcerado por comentar questões políticas em sala de aula. No Brasil e no Japão comandou greves, neste último, conheceu de perto a perseguição promovida pelos sindicatos patronais ao proletariado.

De 2005 a 2012, ocupou o cargo de Assessor Jurídico na Prefeitura Municipal de Tobias Barreto, de onde presidiu a comissão responsável pelo 2º Concurso Público na gestão da então prefeita Marly Barreto, além de colaborar na Lei que criou o Plano Diretor, entre tantas outras. Membro da Academia Tobiense de Letras e Artes – ATLAS, da qual é o atual presidente (biênio 2015-2017).

Numismata desde os seis anos de idade, suas 10 palestras sobre coleção de moedas antigas, registradas em DVD’s, viajaram pelos quatro cantos do País, para os Estados Unidos e Europa, tendo seu nome sempre lembrado nos encontros de colecionadores por todo o País.


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