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Livro Pragmatismo de las flores

Por: Airton Souza Denunciar

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Sinopse

A PRESENTIFICAÇÃO DA MORTE E SEUS MISTÉRIOS

Se Mallarmé dizia que “tudo no mundo existe para chegar a um livro”, Airton Souza recolhe nesta sua obra, Pragmatismo das flores, a experiência de uma ausência, o que não pode estar no mundo, em sua existência, que é a morte. Algo que não poderia ser representado. E é a partir, paradoxalmente, da busca de uma presença, do corpo, da linguagem, de um “pragmatismo” que o poeta aqui em questão vai tentar solidificar a presença da morte. Giorgio Agamben, no maravilhoso livro, A linguagem e a morte, ao referir-se a Heidegger, mostra-nos o problema da origem da negatividade que em Ser e Tempo (Sein und Zeit) é revelada no Dasein (presença, existência, o ser aí). Essa antecipação da morte se apresenta no próprio ser a partir de sua consciência sobre a morte, o que o difere dos animais. A supressão da existência comparece em Airton Souza a partir de um viés familiar, a morte dos pais, como o próprio autor diz na dedicatória a eles que morreram quando “...ainda era inverno”.

O livro é uma rica homenagem à memória dos pais. O poeta paraense procura superar o esquecimento através dos inusitados neologismos que ele cria ultrapassando o envelhecimento do tempo. O novo - o reflorescer os seus amados pais a partir de inventivas palavras - é afirmado ao longo de seus 57 poemas. Temos o título original que o escritor escolhe para fazer essa homenagem. “Pragmatismo das flores” contém ao mesmo tempo a naturalidade e a imanência da natureza, querendo questionar a morte “antinatural” e que conduz a metafísicas insondáveis. Esse novo livro de Airton Souza é dividido em três partes como uma tese/antítese ou antítese/tese e um final surpreendente como síntese a partir de uma consumação em que ele reúne as figuras dos pais, antes separadas, nas duas primeiras partes. A primeira parte vai versar sobre o pai e a segunda sobre a mãe. Mas essa ordem é quebrada, ao Airton Souza começar a última parte pela mãe, revelando, aqui, a igual importância que os dois tinham em sua vida.

Os poemas não têm título, são numerados, a dar a ideia de tempo, de progressão, procurando rasurar a atemporalidade da morte que subitamente nos arranca do chão, da realidade. A busca desse pragmatismo em Airton Souza é recorrente em outras obras suas como “Manhã Cerzida”, em que ele rascunha a possibilidade de uma poesia feita do chão da realidade. E, aqui, um paradoxo original de Airton, dar corporalidade à experiência da morte. E ele consegue isso através de uma técnica elevada, sublime com a força do sagrado, da religiosidade. Seus poemas são orações dedicadas aos seus pais em forma poética. Uma metalinguagem litúrgica é criada, mas fora das religiões oficias e fadada ao próprio objeto-sacro da poesia, o fazer poético é sua missa. O título da primeira parte é “Oração ao pai” e da segunda “Reza a mãe”. Com relação a Kafka, Maurice Blanchot disse: “Ele deveria buscar Deus participando da comunidade religiosa e, em vez disso, se contenta com essa forma de oração que é escrever.”

No poema que abre o livro, temos: “está escuro aqui, pai/e esse distante olhar/é que invernece essa dor/do que aos poucos/é só miragem/jogado no chão dessa aparente geografia/a não pertencer a nenhum de nós//tenho um olhar vazado/& outro devasso e vassalo/que formulou até agora/uma única idade para o magma: amor.”. A existência, o chão da dor, da ausência, do inverno, ou seja, a experiência é levada ao alto grau de consideração. Ao longo do livro, os afetos, os desafetos, os remorsos, as palavras não ditas, a incomunicabilidade entre eles, a tristeza da mãe, revelam a força dessa palavra “amor” que é dita no final do primeiro poema do livro. O amor é a força coesa e misteriosa que une os seres. Apesar do sofrimento, da miragem, da dor, é possível se criar uma ilha paradisíaca no coração do poeta Airton Souza, que se densifica a partir de seu fazer poético, uma metáfora para a vida que a memória carrega como negação do esquecimento: “mas os cômodos não pesam/mais que tua ausência”. Aqui, ao se lembrar do pai, nos é apresentado o pragmatismo da ausência que se faz presente pela recordação. A ausência, o que não pode mais ser presenciado, pesa mais que a materialidade dos cômodos da casa.

Outras imagens hiperbólicas e inusitadas são criadas para se falar desse amor imensurável pelo pai: “nenhum naufrágio secará a tua/ausência”. Nesse belíssimo verso, há uma rachadura no princípio da não contradição, pois naufragar requer um batismar-se em águas quando, aqui, na verdade, o naufrágio leva a seu oposto que é secar, um ossificar-se na morte e no esquecimento. Esse naufrágio não conduzirá à morte da imagem. A imagem não se resseca de seu gesto imemore, ela é memória viva a ultrapassar os anos de ausências, que as fotografias não dão conta em sua escassez. O que não se compreendeu da relação dos afetos fica no silêncio das pedras. O mistério se realiza na sua dinâmica de encobrimento, da não linguagem do indizível poético: “improvisarei tuas máscaras/amiúde vou salvaguardando/tudo que não compreendi de nós”. Mas isso que ficou incompreendido, morto na ocultação do sem-nome, revive com força avassaladora em seu coração de poeta e filho: “teus ossos gritarão florestas/dentro de mim”.

O silêncio, o incomunicável é a própria resposta que a poesia dá em seu véu de mistério que esconde dentro dos versos seus sentidos ocultos e não destinados à interpretação: “quando rabiscava teus pés no chão/era em minha pele que fi (n) cava/a residência dos hieróglifos”. Mas não se deixa de ter, paradoxalmente, a contravoz do poeta, pois na terceira parte (a mais metalinguística) temos a referência a Drummond e Pessoa, que revelam as duas faces do escritor Airton Souza. Ambos os poetas consagrados misturavam o concreto, o pragmático, com o mais sublime e metafísico. Ao rabiscar os pés do pai no chão, Airton Souza acende na sua pele a chama dos hieróglifos, a linguagem mais próxima ao murmúrio dos deuses. Aqui o mítico se faz presente, contrariando a religiosidade mais ardorosa dos pais: “teus santos dependurados nas paredes/[no rigor da casa]/transitam em meu entristecer de grades.” Ou ainda: “é pai/teu quadro de são sebastião/[com um corpo em chagas e flechas]respingou sangue em minha língua/nesse instante de compaixão e linguagem”. Essa religiosidade bíblica se opõe ao viés mítico do poético, mas conduzindo essas imagens mais tradicionais com todo o respeito e compaixão do filho Airton.

Só que o próprio Airton Souza se contraria nesse seu aspecto mítico, pois ele quer ficar atado à biologia do mundo, sua fisicalidade e historicidade, em alguns momentos. Vejamos os seguintes versos: “ainda atados à vida/esboçaremos um outro diferente início/nesse princípio de precipício”. Mircea Eliade escreveu que o mítico busca repetir um ato originário, enquanto o tempo histórico procura mostrar a diferença de cada ato no seu gesto linear. O tempo mítico é circular. Aqui, nesses versos de Airton Souza, pai e filho querem esboçar um novo início, diferente do anterior que, por seu lado, daria outra história com sequências mais aprazíveis, evitando assim o fim, a morte. Ao mesmo tempo em que temos uma sacralidade que é mítica, ele busca uma praticidade que é feita de chão: “elaboraremos uma tática/para adaptar as formas verbais /à matéria amar”. Essa poesia feita de substância, de materialidade, opõe-se ao lado fantasmático revelado pela morte. Ironicamente, o enredo entre pai e filho, feito de assombrações, “é tato untado abissando abismos”.

A força da oração, transformada em poesia, ultrapassa os desencontros e revezes da vida entre familiares: “pela força dessa oração atravessaremos, pai/o alpendre & o desamor”. Ou ainda: “foi pela tua voz/que aprendi:/os mortos sabem curar rancores.” Aqui, a religiosidade do pai mostra seu lado positivo, pois é capaz do poder da cura daquilo que é cicatriz e ferimento na pele frágil do filho. Sim, porque temos aqui a delicadeza e a sensibilidade desse poeta a florescer memórias a partir do perdão, a lei maior ensinada pelo Cristo. Nos poemas que percorrem o livro seus pais não são nomeados. Fica a força dos afetos com que o filho utiliza a partir das palavras pai e mãe para caracterizar seus bens maiores. Como num ritual, sua poesia é conduzida pelo seu tom íntimo, familiar em meio à sacralidade da arte. A utilização de todos os versos em letras minúsculas quebra a solenidade da oração mais tradicional ao produzir verdadeiros poemas-orações, em que o filho não chama o nome do Pai e de Nossa Senhora, mas do pai e da mãe, seus familiares.

Na segunda parte, dedicada só à mãe, temos novamente a força da sacralidade das coisas e da fé, ensinada por ela, como um dom que será transformado pelas páginas de um livro. O sangue da fé e do afeto, vivo e inconteste, é traduzido nas ricas tintas de um poeta que busca o pragmatismo das flores, algo difícil de ser consumido: “mãe, tenho dois pés descalços/e, até esse exato momento/não consegui o pragmatismo das flores”. Aqui, até entendemos o motivo. Se sua poesia se situa no pragmatismo, também revela a força do pensar, do filosofar que vai além, transcende a natura pelas ideias eivadas de solidão e questões prenhes de luminosidades: “em nosso peito de chão e pássaros”. Temos aqui a cabeça bifronte, a visão do centauro que olha para baixo e para cima, em sua natureza ctônica e celeste. Airton Souza é pragmático sem deixar de ter a metafísica do ar. Sua poesia é feita de “(in) visibilidade”.

A metáfora do sofrimento comparece em várias imagens nessa segunda parte da obra em questão: “em tua boca muda/quantos sofrimentos pairaram/sob a tez reescrevendo musgos”. Essa imagem da paixão retoma o sofrimento pelos quais os santos e fiéis passam. A dor está imensamente presente na história dos religiosos que devem passar por provas para revelar a sua grandiosidade. Todo ser humano passa por provas para superar as “pequenas mortes” que a vida nos acarreta. Uma forma de superar a morte dos pais, para Airton, foi sua prova maior traduzida em versos. Quanta beleza, lirismo e originalidade respiram seus textos com a mesma tessitura em que os fios do sol são produzidos? Resta à noite produzir os seus mistérios sacros, revelando a poeticidade das mãos perfeitas de uma mãe que costura os fios de Ariadne: “tuas mãos são dadas a mistérios/apalpando noite a noite/o sacrilégio dos dias”. As mãos mágicas da mãe conduzem o filho à noite dos segredos da arte de fazer poesia, recriando a presença a partir da ausência dessas mesmas mãos carinhosas.

O filho doma a linguagem como nenhum outro, que faz de sua poesia uma viagem pela beleza dos afetos: “perdoe minhas certezas/e a de meus irmãos/bordando a idade das pedras”. Aqui, o lado racional, com que o ser lida, em certos momentos, apaga a fagulha dos afetos. É preciso bordar estrelas e flores, unindo os dois lados da realidade mista, feita de penumbras e alumbramentos. A infância, relembrada como dor presente, precisa ser costurada com a ternura da mãe, que mostra, ao mesmo tempo, sua face triste fugindo da felicidade do mundo e o que ele traz de cura para todos nós. Airton Souza é o filho compassivo que quer imitar o passo dos mestres, pois nunca abandonará os “murmúrios” de sua mãe.

O poeta Airton Souza busca um regresso da mãe pela palavra, como ato poético, ele quer tecer uma ponte de flores entre sua adorada mãe e seu coração de filho: “na sacralização do corpo, mãe/minha projetada sombra/reinaugura a viagem de teu regresso/& o tecido dos anos/em tua maneira de olhar penumbras/tinha a distância entre céu e chão.”. A tessitura da escrita é capaz de diminuir distâncias e apagar rancores. A ponte não é frágil. É feita de sutilezas, mas é forte como o diamante a produzir preciosidades.

Nessa relação pai, mãe e filho, temos uma trindade, que aponta para o Céu e para a Terra. A chuva é esse fio que une o celeste e o terrestre: “mãe, receio que amanhã tenha chuva/e eu lembre que nunca vou desertar/teu nome.” A lembrança é a ponte que marca uma presença, o fio de Ariadne que leva ao final do caminho que é feito de aberturas para outros caminhos, novas leituras, novos versos. O dom da criação é sagrado como os afetos entre pais e filhos. E Airton Souza bem soube conduzir seus leitores para o momento vivo da poesia, não feita de melancolia, mas da consumação da memória que se faz como presentificação do corpo, das flores, da natura. A imanência de Airton Souza estar no mundo é o maior reconhecimento da sua linhagem, de seus pais: “pelo lado de fora/reconheço-me mais dentro/humanamente imanente”. O seu fazer poético é sua maior forma de humanidade: “mãe, forjarei germinações/no recolhar de tuas vertigens”.

Airton Souza vai despaginar o bíblico a partir de sua versão familiar. Se em Filipenses, 4:13, temos: “Tudo posso naquele que me fortalece”; ele assinala para a mãe: “mãe, não basta o significado/porque tudo posso/naquele que me entristece.” Se na frase bíblica temos o máximo da potência, aqui, é pela impotência da morte que o filho se fortalece produzindo as mais belas poesias para os pais. Essa liturgia poética que o poeta paraense descortina, maravilhosamente, difere da sacralidade dos ancestrais, embora ele elogie as imensas filosofias de sua mãe: “acorda, mãe/necessitemos de tua filosófica língua/para vestir paredes/& outros trajetos”. Porque o pontapé inicial para os caminhos e trajetos é ensinado pelos pais, cabendo ao filho rededilhar as cordas originárias deles.

Se o filho busca esse pragmatismo das flores, o universo da mãe é feito de sonhos que beiram ao espaço do céu e da janela: “tudo passa próximo a sagração/das flores/menos tuas interpretações/entre os sonhos/& a descendência da janela”. Airton Souza procura buscar com mais ênfase uma sacralidade-chão, embora os sonhos flutuantes conduzam sua pena a metafísicas outras, fugindo do ordinário, para atingir o extraordinário. Uma tentativa de trazer os mortos para a vida a partir da memória: “a consternação da cidade, mãe/aborda um sentimento urbano/a tua juventude momentânea/escuta o sufrágio da fotografia/ao desenterro da memória”. Na terceira parte do livro, intitulada “Consumação”, temos o motivo do livro, o fazer poético a partir de um canto familiar: uma “metaoração”. Aqui as figuras do pai e da mãe são reunidas, produzindo-se um jogo de analogias e diferenças, construindo-se uma síntese das duas figuras, pois elas são feitas de semelhanças e dessemelhanças, pois os familiares também são desfamiliares, apontando para uma cicatriz na genética do chão, da genealogia. Portanto, encontramos nesse novo livro excepcional de Airton Souza uma força simbólica que revela a presença, o corpo dos mortos não apenas por fotografias, mas pelo que a poesia carrega de mais nobre e singular que é seu dizer inaugural e diferenciado. Temos em Airton Souza um poeta ímpar que soube dar autenticidade ao seu canto lírico de homenagem aos pais. Seu livro é uma ode à sagrada imagem dos familiares, mostrando que o olhar do poeta é tecido por abstrações e pragmatismos, das flores, das pedras e das estrelas.

Alexandra Vieira de Almeida

Escritora e Doutora em Literatura Comparada (UERJ)

Categorias: Letras, Europeu Continental, Antologias, Poesia, Literatura Estrangeira, Drama
Palavras-chave: amor, espanhol.poesia, ma~e, pai, poemas

Características

Cover_front_perspective
Número de páginas: 83

Edição: 1(2019)

ISBN: 978-85-923110-8-7

Formato: A5 (148x210)

Coloração: Preto e branco

Acabamento: Brochura c/ orelha

Tipo de papel: Offset 75g

Reconhecimento

Sobre o autor

Mini
EVAN DO CARMO

Evan do Carmo, Nascido na Paraíba em (29/04/64) é poeta, escritor, romancista, jornalista, músico, filósofo e crítico literário. Fundou e dirigiu o jornal Fakos Universitário. Criou em 2009 a revista Leitura e Crítica. Tem 22 livros publicados, sua obra está disponível em 12 países, (um livro editado em inglês. (O Moralista) Entre outros estão: O Fel e o Mel, Heresia poética, Elogio à Loucura de Nietzsche, Licença Poética, Labirinto Emocional, Presunção, O Cadafalso, Dente de Aço, Alma Mediana, e Língua de Fogo. Participou também com muitos contos em antologias. Foi um dos vencedores do concurso Machado de Assis do SESC DF de 2005. Em 2007 foi jurado na categoria contos do concurso Gente de Talento 2007 promovido pela Caixa Econômica Federal, ao lado de Marcelino Freire. Em 2012 criou e editou até 2015, os Jornais: Correio Brasília, Jornal de Vicente Pires, Jornal de Taguatinga e o Jornal do Gama. Evan do Carmo é estudioso da obra de José Saramago, em 2015 publicou o livro Ensaio Sobre a Loucura, e o livro Reflexões de Saramago, momentos antes de sua morte, o livro nos oferece um panorama perfeito na voz do próprio Saramago em forma de ficção ensaísta, sobre a obra do Nobel Português. Em 2016 criou a Editora do Carmo e o projeto Dez Poetas e Eu, onde já publicou 100 poetas, e o livro Um Brinde à Poesia, uma obra de coautoria com outros poetas contemporâneos.

Palestras e oficinas literárias (61) 8413-0422


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